Como corretor de imóveis pode se aposentar? Guia completo!

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Saber como corretor de imóveis pode se aposentar com segurança é uma das maiores preocupações de quem vive da venda de propriedades. Afinal, a rotina do mercado imobiliário é marcada pela volatilidade das comissões.

Em um mês, os ganhos podem ser extraordinários, mas no outro, o cenário pode ser diferente. Essa instabilidade torna o planejamento previdenciário não apenas uma opção, mas uma necessidade urgente.

Neste guia atualizado, vamos explorar as melhores estratégias para o seu perfil. Você entenderá as regras do INSS, a impossibilidade do MEI e as vantagens de ser PJ.

Continue a leitura para garantir que seu futuro seja tão sólido quanto os imóveis que você vende.

A realidade da aposentadoria para o corretor

Muitos profissionais autônomos acabam deixando a contribuição previdenciária de lado. No entanto, o recolhimento para o INSS é obrigatório para quem exerce atividade remunerada no Brasil. Ignorar essa obrigação pode gerar multas da Receita Federal e deixá-lo descoberto em caso de doença.

O sistema previdenciário brasileiro oferece proteção não apenas na velhice, mas durante toda a vida laboral. Benefícios como auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade dependem dessa contribuição.

Portanto, regularizar sua situação é o primeiro passo para a tranquilidade financeira.

Como funciona a aposentadoria pelo INSS?

As regras de aposentadoria sofreram alterações significativas com a reforma da previdência.

Hoje, para se aposentar por idade, homens precisam ter 65 anos e mulheres, 62 anos. Além da idade, é exigido um tempo mínimo de contribuição.

O valor do benefício é calculado com base na média de todos os seus salários de contribuição. Isso significa que contribuir sobre o salário mínimo a vida toda resultará em uma aposentadoria mínima.

Para quem busca rendimentos maiores, é preciso planejar o valor da contribuição mensal estrategicamente.

Regras de transição

Para corretores que já contribuíam antes de 2019 (ano da reforma da previdência), existem as regras de transição.

Elas podem permitir uma aposentadoria um pouco antes da idade mínima exigida atualmente.

Sistemas de pontos e pedágios são as modalidades mais comuns nessas regras.

Contudo, é essencial fazer uma simulação detalhada para verificar se vale a pena antecipar.

Muitas vezes, esperar a idade correta garante um valor financeiro mensal muito superior.

Aposentadoria para corretor autônomo: cuidados essenciais

Se você atua como autônomo, sem CNPJ, você é um contribuinte individual. Nessa modalidade, a responsabilidade de emitir a guia e pagar o INSS é inteiramente sua.

A alíquota padrão é de 20% sobre o seu rendimento mensal, limitado ao teto do INSS.

Essa opção é a única que permite uma aposentadoria com valor acima de um salário mínimo e dá acesso às regras de transição por tempo de contribuição (para quem já estava no sistema antes da reforma).

Existe também o plano simplificado, com alíquota de 11% sobre o salário mínimo.

Porém, atenção: quem opta pelos 11% só se aposenta por idade e com valor de um salário mínimo.

O peso do Imposto de Renda

Além do INSS, o corretor autônomo precisa lidar com o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

A alíquota do IRPF pode chegar a 27,5% sobre suas comissões, o que é extremamente oneroso.

Somando INSS e IRPF, quase metade da sua comissão pode ser consumida por tributos.

Por isso, atuar como pessoa física costuma ser a opção menos vantajosa financeiramente.

Como corretor de imóveis pode se aposentar sendo PJ?

A abertura de uma empresa é, na maioria dos casos, a melhor estratégia para corretores de imóveis.

Ao atuar como Pessoa Jurídica (PJ), você consegue reduzir a carga tributária legalmente.

No entanto, é preciso esclarecer um ponto crucial sobre o tipo de empresa permitida.

Corretor de imóveis pode ser MEI? A resposta é direta: não, corretor de imóveis não pode ser MEI.

A atividade de corretagem é regulamentada, o que é vedado ao MEI.

Tentar se enquadrar como MEI é um risco fiscal que pode levar ao desenquadramento e multas retroativas.

As opções corretas são abrir uma Microempresa (ME) no Simples Nacional ou Lucro Presumido.

O papel do pró-labore na aposentadoria

Como dono da sua imobiliária ou empresa individual, você define seu ‘salário’, chamado de pró-labore.

A contribuição para o INSS (geralmente 11%) incide apenas sobre esse valor de pró-labore.

O restante dos seus ganhos entra como distribuição de lucros, que pode ser isenta de impostos.

Essa estrutura permite que você contribua para a previdência e, ao mesmo tempo, maximize seus ganhos líquidos.

Um contador especializado pode ajudar a definir o valor ideal de pró-labore para sua meta de aposentadoria.

Planejamento financeiro além do INSS

Depender exclusivamente do governo é uma estratégia arriscada para quem tem padrão de vida elevado.

Para manter o conforto na terceira idade, é fundamental criar fontes de renda complementar.

Diversificar seus investimentos é a chave para a segurança a longo prazo.

Previdência privada: PGBL ou VGBL

Os planos de previdência privada são aliados poderosos no planejamento sucessório e financeiro.

O PGBL é indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda.

Ele permite deduzir as contribuições da base de cálculo do IR, gerando economia imediata.

Já o VGBL é ideal para quem usa o modelo simplificado ou para quem é PJ com distribuição de lucros.

No VGBL, o imposto incide apenas sobre os rendimentos no momento do resgate.

Investimentos no mercado imobiliário

Você, melhor do que ninguém, conhece o potencial de valorização dos imóveis. Construir uma carteira de imóveis para locação é uma forma clássica de aposentadoria para corretores.

Além disso, os Fundos Imobiliários (FIIs) são uma alternativa moderna e líquida. Eles permitem receber ‘aluguéis’ mensais isentos de imposto de renda, sem a dor de cabeça da administração.

Como corretor de imóveis pode se aposentar com segurança?

Agora que você entendeu o cenário, é hora de agir.

O tempo é o fator mais crítico nos juros compostos e na contagem de tempo do INSS.

Comece organizando suas finanças hoje mesmo.

  1. Regularize seu INSS: verifique se há ‘buracos’ nas suas contribuições passadas.
  2. Abra sua PJ: saia da informalidade ou da pessoa física para pagar menos impostos.
  3. Defina seu pró-labore: ajuste o valor conforme a aposentadoria que deseja receber.
  4. Crie uma reserva de emergência: garanta liquidez para os meses de baixa nas vendas.

O melhor momento para se planejar é agora!

Entender como corretor de imóveis pode se aposentar exige olhar para o INSS e para investimentos privados simultaneamente.

A carreira de corretor oferece liberdade e altos ganhos, mas exige disciplina financeira dobrada.

Não deixe para pensar nisso apenas quando estiver próximo da idade de parar.

Um planejamento tributário e previdenciário bem feito hoje garante uma vida confortável amanhã.

Conte com uma contabilidade especializada para traçar o melhor caminho para sua aposentadoria. Fale com a gente!

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