Gestão financeira para corretor: 7 estratégias práticas para lucrar mais

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Gestão financeira para corretor é o alicerce que sustenta uma carreira de sucesso no mercado imobiliário, transformando vendas esporádicas em patrimônio sólido.

Muitos profissionais enfrentam a famosa ‘montanha-russa’ de rendimentos, vivendo meses de bonança seguidos por períodos de escassez. Essa instabilidade, natural da profissão, exige uma organização muito superior à de quem possui um salário fixo mensal.

Se você sente que o dinheiro das comissões desaparece antes mesmo de chegar ao final do mês, este artigo foi feito para você.

Aqui, não vamos apenas falar sobre economizar o cafezinho, mas sim de estruturar o seu negócio para que ele seja rentável a longo prazo. Você vai descobrir como separar as contas, prever seus ganhos e, principalmente, pagar menos impostos dentro da lei.

Acompanhe!

1 – Comece com um diagnóstico financeiro realista

Antes de traçar metas de enriquecimento, você precisa saber exatamente onde está o furo no seu balde financeiro. Afinal, muitos corretores ignoram os pequenos gastos operacionais que, somados, corroem uma fatia gigante da comissão.

A gestão financeira para corretor começa com o rastreamento de cada centavo que entra e sai da sua operação.

Liste todos os seus custos atuais, como:

  1. Combustível para visitas;
  2. Manutenção do carro;
  3. Internet;
  4. Plano de celular;
  5. Almoços com clientes.

Identifique também os gastos com marketing pessoal, como impulsionamento de anúncios em redes sociais e portais imobiliários.

Ao colocar tudo no papel, você terá uma visão clara do seu ‘custo de aquisição de cliente’.

Isso permite saber quanto você realmente lucra em cada venda, e não apenas o valor bruto da nota fiscal.

2 – Separe totalmente as finanças pessoais das profissionais

Este é, sem dúvida, o erro mais clássico e perigoso cometido por autônomos e donos de imobiliárias.

Misturar o dinheiro da empresa com o dinheiro de casa cria uma cegueira financeira que pode levar à falência. Quando você usa a conta da corretagem para pagar a escola dos filhos ou o supermercado, perde a noção da saúde do negócio.

Para uma gestão financeira para corretor eficiente, a regra de ouro é ter contas bancárias distintas.

Todo o dinheiro das comissões deve entrar na conta PJ (Pessoa Jurídica). A partir dessa conta, você deve transferir mensalmente um valor fixo para sua conta pessoal: o chamado pró-labore.

Defina um salário que cubra suas despesas pessoais essenciais e tente viver com ele, independentemente do volume de vendas do mês.

O que sobrar na conta da empresa deve formar o caixa do negócio, servindo para reinvestimento e proteção contra meses fracos.

3 – Entenda a diferença entre custos fixos e variáveis

Para não se desesperar em meses de baixa, você precisa classificar suas despesas de forma inteligente.

Os custos fixos são aqueles que batem à sua porta todo mês, venda você um imóvel ou não. Exemplos incluem o aluguel do escritório, anuidade do CRECI, softwares de gestão e contabilidade.

Já os custos variáveis estão atrelados à sua produção e só aumentam quando você está trabalhando ativamente em um negócio. Aqui entram a gasolina das visitas extras, despesas com cartório, brindes para clientes e comissões de parceiros.

Dominar essa diferença é crucial para a gestão financeira para corretor, pois ajuda na precificação e no planejamento.

Se seus custos fixos estão muito altos, talvez seja hora de renegociar contratos ou cortar excessos que pesam no orçamento.

4 – Otimize a gestão financeira para corretor com planejamento tributário

Você sabia que trabalhar como Pessoa Física pode estar levando quase um terço do seu lucro para o Leão?

Muitos corretores autônomos ainda recebem via CPF, sujeitando-se à tabela progressiva do Imposto de Renda. Nesse cenário, a alíquota pode chegar a assustadores 27,5%, sem contar a contribuição previdenciária autônoma.

A formalização através da abertura de um CNPJ é uma das estratégias mais poderosas para aumentar sua lucratividade líquida.

No entanto, é importante lembrar de uma regra inegociável: corretor de imóveis não pode ser MEI. Por ser uma profissão regulamentada, a atividade de corretagem é vedada ao Microempreendedor Individual.

A melhor opção geralmente recai sobre o regime do Simples Nacional ou Lucro Presumido, dependendo do faturamento.

Ter um contador especializado é vital para garantir esse enquadramento correto e evitar problemas com o Fisco.

5 – Construa uma reserva de emergência robusta

A volatilidade é a única certeza na vida de um corretor de imóveis.

Você pode fechar três vendas em um mês e passar os dois meses seguintes apenas plantando sementes.

Desse modo, a reserva de emergência não é um luxo, mas uma ferramenta de trabalho que garante sua tranquilidade mental.

Sem ela, a ansiedade para fechar uma venda a qualquer custo pode transparecer para o cliente, atrapalhando a negociação.

O ideal para profissionais autônomos é ter uma reserva maior do que a recomendada para trabalhadores CLT. Assim, se o mercado esfriar ou surgir um imprevisto de saúde, você não precisará recorrer a empréstimos com juros abusivos.

6 – Monte um fluxo de caixa eficiente

A gestão financeira para corretor deve incluir a organização cuidadosa do fluxo de caixa. Para isso, siga algumas etapas práticas:

  1. Crie uma planilha de controle: estabeleça uma planilha detalhada para registrar todas as entradas e saídas financeiras. Isso permitirá que você tenha uma visão clara da sua saúde financeira.
  2. Defina categorias de entrada e saída: rotule claramente diferentes tipos de entradas de caixa (como vendas à vista e vendas a prazo) e saídas (como pagamento a fornecedores e salários), facilitando o acompanhamento das movimentações financeiras.
  3. Determine o saldo inicial de caixa: calcule o total de dinheiro disponível, incluindo caixa físico e saldos bancários, para entender seu ponto de partida financeiro.
  4. Registre as projeções de fluxo de caixa: documente as entradas e saídas de caixa previstas, ajudando na análise da saúde financeira futura e no planejamento das ações necessárias.
  5. Avalie os saldos regularmente: ao final de cada dia, avalie as entradas e saídas totais para calcular os saldos diários e cumulativos, monitorando assim a trajetória financeira do seu negócio.

7 – Controle seus recebimentos

A gestão de comissões é uma parte essencial da gestão financeira para corretor. Para ter um controle eficiente sobre seus recebimentos, é fundamental implementar algumas práticas que garantam que todas as comissões sejam registradas e monitoradas corretamente.

Primeiro, adote um sistema de gestão que permita a integração de dados. Isso significa que todas as vendas e comissões devem ser registradas em um único software. Dessa maneira, você consegue visualizar facilmente todas as suas transações e, assim, evita erros que podem ocorrer na contabilização manual.

Além disso, é importante definir claramente as porcentagens de comissão aplicadas a cada negócio. Certifique-se de que todos os envolvidos estão cientes das regras de comissão, evitando mal-entendidos que podem acarretar descontentamentos e até disputas.

Utilize ferramentas de automação de relatórios. Elas podem ajudar a gerar relatórios regulares sobre suas comissões, permitindo que você analise seu desempenho financeiro ao longo do tempo. Isso é crucial para a gestão financeira para corretor, pois fornece insights sobre quais produtos ou serviços estão gerando mais receita.

Realizar aferições periódicas sobre as comissões recebidas é outra prática recomendada. Isso implica em revisar suas contas de tempos em tempos para garantir que todas as comissões sejam contabilizadas e recebidas. Caso ocorra alguma discrepância, é mais fácil resolver rapidamente.

Por último, sempre considere a possibilidade de consultar um especialista em finanças. Um contador ou consultor financeiro pode oferecer orientações valiosas sobre como maximizar seus ganhos e organizar sua gestão financeira. Isso ajuda a fortalecer sua gestão financeira para corretor, garantindo que você esteja no caminho certo para o sucesso financeiro.

A tecnologia como aliada do seu bolso

Abandonar as anotações manuais é o passo final para profissionalizar sua gestão. Afinal, confiar apenas na memória ou em papéis soltos é a receita para esquecer recebimentos ou perder prazos de contas.

Utilize aplicativos de gestão financeira ou planilhas automatizadas para registrar tudo em tempo real.

Muitos sistemas atuais já integram o seu CRM de vendas com o módulo financeiro. Isso permite que você visualize a previsão de entrada de comissões parceladas, facilitando o planejamento do fluxo de caixa futuro.

A tecnologia libera seu tempo mental para focar no que realmente traz dinheiro: o relacionamento com o cliente.

O caminho para a liberdade financeira começa aqui!

Aplicar essas estratégias de gestão financeira para corretor exige disciplina e mudança de hábitos. No entanto, o resultado é a transformação da sua carreira em um negócio sólido, previsível e altamente lucrativo.

Ao controlar seus números, você deixa de ser refém da sorte e passa a ser o CEO da sua própria trajetória.

Regularizar sua situação tributária, separar as contas e manter uma reserva são atitudes de quem joga o jogo profissional.

Não espere a próxima crise chegar para organizar a casa; comece hoje mesmo a cuidar do seu patrimônio.

Se você quer garantir que está pagando o mínimo de impostos possível e ter uma contabilidade parceira ao seu lado, fale conosco.

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